No ano passado, 226 mil paraibanos tinham o diagnóstico de depressão. O levantamento é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira (18), através da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). O estudo mostra informações ainda sobre hipertensão arterial, consumo de doces e sedentarismo no estado.


Segundo a PNS 2019, cerca de 7,6% da população paraibana possuía o diagnóstico de depressão feito por profissional de saúde mental. A pesquisa também mostrou que a doença é mais comum entre as mulheres paraibanas (10,7%) do que entre os homens (3,9%).


Do total dos que têm esse diagnóstico no estado, 22,8% fazem psicoterapia, indicador maior que as médias nacional (18,9%) e regional (19,6%) e o 7º maior entre todas as unidades da federação. Aproximadamente 49,1% usaram medicamento para depressão nas duas semanas que antecederam a entrevista, percentual que também ficou acima dos resultados do país (48%) e da região (44,4%).

Um em cada quatro adultos na PB tem diagnóstico de hipertensão arterial


A pesquisa também mostrou que cerca de 25,1% da população de 18 anos ou mais da Paraíba, tem diagnóstico médico de hipertensão arterial. Calculada com base em entrevistas realizadas nos domicílios paraibanos em 2019, a proporção, que equivale a aproximadamente 749 mil pessoas, é a 6ª maior do Brasil e está acima das médias regional (23,1%) e nacional (23,9%).

Segundo o levantamento, o diagnóstico é mais comum entre mulheres (27,7%) do que entre homens (22%), além de ter maior ocorrência a partir da faixa etária de 30 a 59 anos (21,8%), alcançando 63,4% no grupo de 75 anos ou mais de idade.


Do total de pessoas com diagnóstico da doença, aproximadamente 86,2% tomaram todos os medicamentes receitados para controlar a hipertensão, nas duas semanas anteriores à data da pesquisa, indicador igual à média nordestina e pouco abaixo da brasileira (86,9%).


A PNS 2019 apurou ainda que, do total de pessoas de 18 anos ou mais de idade no estado, 7,5% tinha diagnóstico de diabetes, 12,2% tinha de colesterol alto, 4,3% de doenças cardiovasculares, 2,1% de câncer e 3,2% de asma.

Paraíba tem maior percentual do Nordeste de adultos que consomem alimentos doces regularmente



O IBGE também divulgou que o consumo regular de alimentos doces, em cinco dias ou mais na semana, é uma prática de 15,8% dos adultos, na Paraíba. Além disso, somente 9,6% dos adultos do estado fazem consumo de hortaliças e frutas conforme o recomendado.

A pesquisa também mostrou que que cerca de 46,5% das pessoas de 18 anos ou mais de idade, na Paraíba, são insuficientemente ativas - segundo maior percentual do país de adultos insuficientemente ativos. Ou seja, não praticam atividade física ou o fazem por menos do que 150 minutos por semana, considerando: lazer, trabalho e deslocamento para o trabalho ou atividades habituais.




Fonte: G1 PB