O secretário de Planejamento da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Camilo Farias, informou ao ClickPB, nesta terça-feira (11), que a instituição terá uma perda de R$ 18,3 milhões, de acordo com a previsão do Ministério da Educação (MEC) de corte de R$ 4,2 bilhões no orçamento para 2021. Segundo o secretário, "o corte na UFCG foi de 19,7% nos recursos discricionários." O percentual de baixa na universidade paraibana chega a ser maior do que o corte linear, que é de 18,2%.
Camilo Farias informou ao ClickPB que essa perda da UFCG "impacta na assistência estudantil; na manutenção e funcionamento da instituição (serviços de conservação e limpeza, portaria, motorista, vigilância patrimonial e apoio administrativo, energia, água, material de consumo e expediente (papel, caneta, descartáveis etc.), bolsas acadêmicas, manutenção predial, manutenção de veículos e equipamentos, combustíveis, passagens e diárias, entre outros); e nos recursos aplicados em patrimônio (obras, mobiliário, livros, computadores, data-shows, aparelhos de ar-condicionado, equipamentos de laboratórios e outros)."
Ele lembrou que as universidades terão que enfrentar não somente as despesas de rotina, mas também as adaptações para o combate à Covid-19, durante a pandemia. "Ainda estamos trabalhando em possíveis soluções. Além das despesas de rotina, temos que preparar a universidade para o enfrentamento da pandemia, com a disponibilização de medidas de biossegurança."
O ClickPB tentou saber com a UFPB e o IFPB os valores de perda projetados por essas instituições com o corte anunciado pelo MEC, mas ainda não obteve os dados.
O corte de 18,2% consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021, que ainda vai ser apresentado no Congresso Nacional, para apreciação.
Em ofício, o presidente da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), reitor Edward Madureira Brasil, narrou a dificuldade de cada instituição em manter ensino, pesquisa e extensão em 2021 com essa queda no valor dos recursos. Ele também citou que o corte desconsidera o aumento das demandas por causa da pandemia da Covid-19. O presidente da ANDIFES sugeriu que as metas fiscais reflitam a realidade das demandas.
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