"A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi questionada nesta quarta-feira (25) sobre o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia de coronavírus. Na última terça, o presidente defendeu durante discurso na TV o fim do isolamento social. Ao responder, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que cabe às autoridades políticas a responsabilidade de combater o coronavírus. "Já estamos dizendo há meses: esse vírus é o inimigo público número um. É um vírus perigoso", disse, de acordo o G1. Já o diretor executivo da OMS, Michael Ryan, ressaltou os impactos do coronavírus na economia dos países. "Nós também entendemos a situação terrível que os países enfrentam para proteger as economias e os sistemas sociais, mas temos que focar primeiro em parar essa doença e em salvar vidas.""

"Além das críticas de governadores ao discurso em que o presidente Jair Bolsonaro defendeu o fim do isolamento social como estratégia de contenção do novo coronavírus, prefeitos também se manifestaram de forma contrária à postura do chefe do Executivo. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que representa os prefeitos e os municípios brasileiros, considerou que Bolsonaro agiu de forma inconsequente, mesmo estando preocupado com o futuro da economia. Para a entidade, o presidente trouxe "insegurança e intranquilidade" à população. "A Federação brasileira, cooperativa por excelência, precisa contar com um comando geral organizado, sério e capaz de contemplar as diversas dificuldades que o país enfrenta; no entanto, não é, infelizmente, o que está acontecendo", diz a nota divulgada nesta quarta-feira (25). Na manifestação, a entidade recomenda que os prefeitos editem decretos de calamidade pública com regras para o comportamento das pessoas, inclusive com medidas de isolamento social, contrariando cobrança do Bolsonaro em seu pronunciamento da véspera."

Fonte: Gazeta do Povo