O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) endossou a critica feita pelo deputado federal, Damião Feliciano (PDT), a respeito do pedido de Impeachment protocolado pelo deputado Wallber Virgolino (Patriotas) na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). João rechaçou a peça tachando de excrescência e disse que se o pedido for aceito pela Casa será caracterizado como golpe.
João defendeu a fala de Damião que teria acusado o presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB) de ser protagonista do golpe. “Não vi dessa forma como [o repórter] está colocando. [Damião] fez uma leitura correta do processo que é desprovido de qualquer substância jurídica que possa garantir o prosseguimento: primeiro que não se faz impeachment de duas pessoas ao mesmo tempo, segundo que para que haja um processo de Impeachment é preciso que tenha havido crime de responsabilidade”, disse.

Para João, um processo desprovido de qualquer condição jurídica é uma excrescência e continuou: “depende das atitudes e passos da Assembleia para saber se isso é uma coisa pontual ou se existe um grupo de deputados interessados naquilo”, afirmou.
O gestor julgou a leitura feita por Damião, em relação à peça, correta. “Aquilo não existe, vamos avançar e aquilo será arquivado. O presidente Adriano Galdino tem noção do que é aquilo e do que representa para a democracia. Seria sim, caso tivesse prosseguimento, um golpe como foi dito pelo deputado”, destacou.

Mal estar entre poderes?

Nenhum deputado compareceu à cerimônia de abertura do ano letivo 2020 da rede estadual de ensino. Questionado se isso representaria algum mal estar entre poderes, João negou: De forma alguma, se ninguém veio é porque sua agenda não deve ter permitido.
João alegou que todos foram convocados, assim como é feito em qualquer solenidade.
O governador também reforçou que confia na sua base na Assembleia. “Sem dúvidas”, disse, alegando que o processo será resolvido rapidamente e que tem uma boa relação com o presidente da casa.
Fonte: Marília Domingues / Fernando Braz