O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) é suspeito de encobrir, ou até mesmo potencializar, as práticas criminosas investigadas na Operação Calvário, que nesta terça-feira (17) chegou à sétima fase tendo como principal alvo o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). A Justiça mandou prender o ex-gestor, que está fora do país e teve seu nome incluindo na lista da Interpol.

De acordo com a Justiça, Ricardo Coutinho, quando chefe do Executivo Estadual, tinha amplo domínio sobre os demais Poderes. As investigações apontaram que o TCE, ligado ao Legislativo, por parcela de seus conselheiros, teria se tornado um dos principais instrumentos para encobrir, ocultar e, em determinados momentos, potencializar práticas criminosas.
A suposta submissão do TCE-PB a Ricardo Coutinho está sob apuração no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Ninguém duvida do poder de intimidação do investigado Ricardo Coutinho, de seu irmão, Coriolano, e demais seguidores”, diz um trecho do decreto da prisão preventiva do ex-governador.
Ainda segundo o documento, Ricardo Coutinho e o ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Waldson de Souza, teriam solicitado dossiês sobre a vida de alguns conselheiros (nomeados por adversários políticos do ex-governador) e auditores do TCE, com objetivo de reverter quaisquer “quadros de dificuldades” que o governo encontrava no órgão de fiscalização.

Fonte; portalcorreio