Citado por Daniel Gomes, líder da Cruz Vermelha Brasileira, em delação ao Poder Judiciário, o deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) emitiu nota,  na tarde desta quinta-feira (19), e desmentiu a acusação de recebimento de dinheiro ilícito, por meio, do escritório do advogado Francisco Ferreira, preso na sétima fase da Operação Calvário – Juízo Final.
Segundo o empresário, o esquema funcionava da seguinte forma, o gabinete do deputado emitia notas como pagamento de serviços jurídicos, e o dinheiro era repassado de volta para Ricardo Barbosa.
“Estou surpreendido com essa declaração difamante, mentirosa e irresponsável. Já estou acionando advogado para processar o Daniel, que não o conheço, nunca estive com ele em ocasião nenhuma de minha vida. Tenho uma relação profissional e de amizade com o advogado Francisco Ferreira, que era meu advogado, do meu gabinete, mas, após a [sua] prisão, houve o destrato”, justificou Ricardo Barbosa em entrevista concedida ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.

Veja a nota
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Repudiamos com veemência as declarações veiculadas no Programa Correio Debate de hoje, as quais transmitiram trecho da colaboração do sr. Daniel Gomes, com uma denúncia leviana e totalmente desprovida de provas contra nossa pessoa.
A acusação de que meu gabinete houvera contratado o escritório do Advogado Francisco Ferreira de forma irregular não possui qualquer rastro de fundamento.
Entretanto, diante da proporção dos fatos, vimos a público repudiá-la e informar que nossa Assessoria Jurídica, desde que tomou conhecimento dessas acusações, já vem adotando as medidas judiciais cabíveis contra o sr. Daniel Gomes.
Temos ao longo de nossa longeva caminhada pública ou fora dela, e de nossos mandatos na Casa de Epitácio Pessoa, em particular, pautado nossa atuação com toda lisura, compromisso e dedicação.
Por isso rechaçamos, por inteiro, as calúnias e difamações da declaração que nos atinge, não somente pela retilínea conduta de vida pública, mas, também, recuso-me a aceitar ser alvo de denúncias tão sem fundamento ou prova. Esperamos que a Justiça possa dar um basta à prática daqueles que se valem de calúnias e mentiras para macular e enodoar a honra de pessoas íntegras, honestas e de bem.
Fonte: PB Agora