O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, anunciou neste domingo (3)sua renúncia à indicação para a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, mas pode ter omitido o real motivo. Ele corria o risco de ter o nome rejeitado com base na Lei das Estatais, em razão de já ter sido condenado em um processo administrativo do Tribunal de Contas da União, o TCU.

No Sistema de Contas Irregulares do tribunal registra que, para Landim, a punição tem efeitos até fevereiro de 2025. Com isso, ele estaria inapto para assumir cargos em qualquer conselho de estatal do país.

O TCU julgou irregulares as contas de Landim e de outros gestores da Petrobras Distribuidora em 2011 e, após os recursos terem sido rejeitados, o processo transitou em julgado em fevereiro de 2017. O contrato analisado pela corte envolvia serviços de publicidade prestados pela agência DPZ à subsidiária da Petrobras em 2003.

O atual presidente do Flamengo havia sido indicado para o cargo pelo governo Jair Bolsonaro em 28 de março, junto com a indicação do economista Adriano Pires para a presidência da estatal.

Em nota publicada no site do clube carioca, após o vice-campeonato estadual do rubro-negro, nesse sábado (2), Landim afirmou que, “apesar do tamanho e da importância da Petrobras para o nosso país, e da enorme honra para mim em exercer este cargo, gostaria de informá-lo que resolvi abrir mão desta indicação, concentrando todo meu tempo e dedicação para o ainda maior fortalecimento do nosso Flamengo”.

“Minha preocupação em não conseguir, dada a dedicação que as duas instituições demandariam nesse momento, exercer ambas as funções com a excelência por mim desejada e à altura que a Petrobras e o Flamengo merecem”, afirmou.

Fonte: Wscom