Ex-reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e pré-candidato ao Senado Federal, o professor Rangel Júnior (PCdoB) revelou, durante entrevista na tarde desta quinta-feira (28), bastidores da via crucis por que passou durante a gestão do ex-governador Ricardo Coutinho (hoje filiado ao PT) que tentou desmontar vários câmpus da instituição, entre eles o de Araruna, que conta com o curso de Odontologia.

Segundo o professor, Ricardo fazia as exigências, mas não queria que a sociedade soubesse que era ele o autor das propostas. Rangel disse que como se negou a atender aos anseios de Ricardo, acabou se tornando uma persona non grata para a gestão que se dizia socialista.

“Foi uma experiência de gestão socialista complicada, porque as práticas às vezes não são. Eu tenho dados que comprovam isso. A UEPB por muito pouco não foi desmontada no governo Ricardo Coutinho e eu de fato sofri bastante para defender os interesses da instituição a qual eu me vinculava e que tinha sido eleito para representá-la. Nunca teve uma briga minha com ele, o que que tinha era um conflito de interesse do que ele queria fazer na UEPB e eu não podia permitir. Ele queria desmontar a UEPB, fechar Campus e eu não aceitaria em hipótese alguma e disse a ele inclusive – defensa isso publicamente que nós vamos para o debate, mas ele queria que eu fizesse, como eu não fiz virei uma persona non grata”, contou.

O ex-reitor foi mais além e também revelou o desejo que Ricardo nutria para fechar o câmpus de Araruna, que conta, além de outros, com um curso de Odontologia.

“É sim, ele pediu para fechar o campus de Araruna. Acho que porque discordava, eu não entendo porquê. Acho que algumas pessoas do governo dele achavam que a criação do campus de Araruna promoveu Zé Maranhão, mas eu jamais eu aceitaria fechar. Fechar um campus era uma atentado contra a população e contra a historia da universidade e eu, enquanto reitor, jamais permitiria”, emendou. As declarações de Rangel repercutiram em entrevista ao Sistema Arapuan.



Fonte: PB Agora